«Situação em Mianmar é cada vez mais desesperadora»

Alerta a Rede Cáritas da Tailândia

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MADRI, terça-feira, 13 de maio de 2008 (ZENIT.org).- «A situação está se tornando cada vez mais desesperadora.» De forma contundente se expressava Ben Mendoza, coordenador de Emergências da Cáritas Tailândia, em uma teleconferência celebrada em 12 de maio sob a coordenação da Cáritas Internacional para pôr em comum todo o trabalho de resposta à emergência de Mianmar por parte das Cáritas doadoras e das Cáritas da região asiática, informa a Cáritas desde a Espanha.

«Passaram sete dias desde o embate do ciclone e a ajuda continua sem chegar à maioria do milhão e meio de pessoas afetadas que foram abandonadas à sua sorte nas áreas mais castigadas pelo desastre», acrescenta.

Ben Mendoza acaba de regressar a Bangkok depois de uma visita relâmpago de três dias a Mianmar, comissionado pela rede internacional da Cáritas, para tomar contato com o Comitê de Ajuda à Emergência da Igreja de Mianmar que coordena o arcebispo de Yangon, Dom Charles Maung Bo, e comprovar o alcance real da tragédia e as necessidades mais urgentes.

Segundo assinalou este especialista da Cáritas Tailândia, depois de contrastar diversas fontes não-oficiais consultadas por ele mesmo no país, tudo parece indicar que o número de vítimas mortais causadas por «Nargis» supera as 100.000.

A rede humanitária da Igreja Católica de Mianmar mobilizou um contingente de 26 pessoas para desenvolver o plano de resposta de emergência em um total de 14 paróquias da área do delta de Irawady. A esta equipe se uniram nas últimas horas três especialistas da rede internacional da Cáritas, recém-chegados a Yangon.

Ao longo da teleconferência, analisou-se uma estimativa inicial das necessidades mais urgentes, assim como uma avaliação dos fundos econômicos necessários – cerca de 3 milhões de dólares – para enfrentar a primeira fase do plano humanitário de ajuda aos danificados. Para isso se utilizou como parâmetro o desembolso realizado até agora nas 14 paróquias nas quais se está trabalhando, além de levar em conta o aumento dos preços que os produtos básicos sofreram.

Por sua parte, a Comissão de Migrações da Cáritas Tailândia confirmou à Cáritas Espanhola que, desde a vizinha Mianmar, começaram a entrar desalojados das províncias de Mon e Karen vizinhas da Tailândia, seriamente afetadas pelo ciclone.

A Cáritas Tailandesa leva a cabo um plano de acolhida para estas pessoas em uma região onde existe uma importante população de refugiados de Mianmar e onde a Cáritas Espanhola impulsiona diversos projetos de reconstrução e reabilitação aos o tsunami de 2004.