Sobrevivente de aborto é campeã de natação

Jovem de 19 anos testemunhará em Fórum da Família na Espanha

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Por Nieves San Martín

MADRI, segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009 (ZENIT.org).- É impressionante ver na coletiva de imprensa a jovem de 19 anos, Miriam, com uma paralisia cerebral que quase não se percebe, campeã de natação, premiada também em um concurso de canções, falando de que, graças a que sua mãe biológica a dera em adoção aos seis meses a uma família, ela pôde obter estas conquistas em sua vida. É um dos pontos fortes da campanha informativa que o Fórum Espanhol da Família empreende e que foi apresentado hoje em Madri.

A campanha de informação por toda a Espanha, sobre o direito à maternidade e sobre o aborto, é feita com o slogan «Sua vida é tua vida: defesa da vida, um desafio para o século 21». 

Na coletiva de imprensa intervieram o presidente do Fórum Espanhol da Família; a presidente da Fundação RedMadre; a porta-voz da campanha e Mirian Fernández, «sobrevivente de um aborto», disseram os organizadores, campeã de nacional de natação e cantora. 

A campeã pretende «despertar a consciência cidadã sobre o imenso drama que todo aborto supõe e difundir as alternativas de apoio à mulher, para que nenhuma se veja sozinha diante do aborto», indica o Fórum. 

Miriam Fernández, de 19 anos, contou em primeira pessoa sua experiência sobre o aborto: «Eu seria abortada por malformações, tenho paralisia cerebral por causa de uma bolha de ar no cérebro. Graças aos meus pais terem me dado em adoção, consegui seguir adiante, sou campeã nacional de natação, ganhei um concurso na televisão como cantora e agora estou fazendo faculdade. Creio que a adoção é uma das vias mais importantes na hora de pensar em abortar». 

O Fórum Espanhol, além das alternativas ao aborto e a conscientização cidadã, iniciou, desde o final de 2006, 17 iniciativas legislativas populares para impulsionar a criação em toda a Espanha de uma rede solidária de apoio à mulher grávida – a RedMadre –, para ajudá-la em liberdade a identificar e buscar soluções alternativas para o aborto e para os problemas reais que a gravidez imprevista pode gerar. 

«Em uma sociedade desenvolvida, nenhuma mulher deveria ficar em situação de desamparo social só por estar grávida e encontrar-se em situação de considerar o aborto», diz em sua introdução o programa da RedMadre. 

A solidão de uma mulher diante da gravidez pode se ver agravada «pelo abandono e irresponsabilidade do pai, a ameaça expressa ou suposta de perda do emprego ou outros problemas de integração social específicos com os associados às singulares circunstâncias das imigrações em situação precária na Espanha».