Sydney encena Paixão de Cristo

Mais de 250 mil pessoas participaram da procissão

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Por Anthony Barich / Bridget Spinks

SYDNEY, sábado, 18 de julho de 2008 (ZENIT.org).- 250 mil pessoas reviveram a Paixão de Cristo no entardecer desta sexta-feira, nas ruas de Sydney, na oração da Via-Sacra realizada na Jornada Mundial da Juventude.

As estações da cruz foram as de maior destaque já tidas em uma JMJ. Os organizadores estimam que 500 milhões de pessoas acompanharam pelos meios de comunicação, em todo o mundo.

Apesar das tradicionais 14 estações começarem com Jesus sendo condenado à morte e encerrarem com seu corpo sendo colocado no sepulcro, as 13 estações da encenação de Sydney começaram com a Última Ceia e terminaram com Cristo sendo retirado da cruz.

Bento XVI conduziu os jovens em oração na primeira estação, que incluiu a instituição da Eucaristia por Cristo, na catedral de Sydney.

Anthony Gordon, 34, que representou Bartolomeu, admitiu a Zenit que teve de conter a emoção quando o Papa surgiu com o cardeal George Pell, arcebispo de Sydney, e o cardeal Stanislaw Rylko, presidente do Conselho Pontifício para os Leigos.

“Quando ele apareceu, era possível sentir o carinho e a alegria da multidão. Houve aquela vontade de sorrir e de extravasar a emoção”, disse o ator.

Muitas pessoas se emocionaram com a performance de proporções épicas, ambientada no intenso entardecer de Sydney.

Mario Gabrael, 29, que representou um guarda romano, admitiu que foi difícil se concentrar em muitas partes da Via-Sacra, devido à “forte emoção que se fazia sentir”.

Após participar da primeira estação, Bento XVI desceu à cripta da catedral para seguir o evento pela televisão.

Cerca de 100 atores tomaram parte nas encenações das diferentes partes da Via-Sacra, que incluiu passagens por locais famosos de Sydney, como a Art Gallery de New South Wales, a Opera House, o Domain, o Darling Harbor e o cais de Barangaroo.

Devido às distâncias entre os locais de algumas estações, a juventude não pôde participar fisicamente de todas as etapas. Mas telões foram instalados nas avenidas e a multidão seguiu todos os momentos em oração.

Alguns locais como a Opera House e o Barangaroo receberam várias estações.

Da catedral de St. Mary, a procissão seguiu para o Domain em sua segunda estação, que encenou a agonia de Jesus no horto de Getsêmani. A trupe passou pelo Hospital de Sydney, onde “Jesus” fez uma parada extra, para visitar os doentes.

A sétima estação, no Darling Harbor, foi representada em um barco. O aborígene Craig Duncan, usando máscara, traje e pintura tradicional, viveu Simão de Cirene, que ajuda Jesus a carregar a cruz.

Catherine Naticchia representou uma das santas mulheres consoladas por Jesus na oitava estação. Ela acredita que seu papel de demonstrar “uma profunda compaixão” tem muita importância. “Como mulheres, nós podemos especialmente nos solidarizar”, disse.

As últimas cinco estações aconteceram na ala norte do cais de Barangarro.

A multidão assistiu a como Jesus foi pregado na cruz, como ele perdoou o ladrão e entregou sua mãe a João, o discípulo amado, com as palavras da Escritura: “Mulher, este é o seu filho”. E disse a João: “Esta é a sua mãe”.

O evento de três horas culminou com a crucificação e o corpo de Jesus sendo retirado da cruz, no anoitecer do cais de Barangaroo.

A performance foi dirigida por Pe. Franco Cavarra, responsável por óperas internacionalmente famosas, algumas já encenadas na própria Opera House de Sydney.

O coral da catedral de St. Mary encantou com a música da primeira estação, o “Ave Verum Corpus”, de Mozart. O coral ucraniano da JMJ2008 cantou “Jesus Carries His Crizz”, na Opera House, na sexta estação.