Telegrama do papa às vítimas do incêndio no Chile

Fugindo ao controle no sábado passado, as chamas castigaram a cidade de Valparaíso

Roma, (Zenit.org) Sergio Mora | 183 visitas

O papa Francisco enviou hoje um telegrama ao bispo de Valparaíso, dom Gonzalo Duarte García de Cortázar, manifestando seus pêsames pelas vítimas do incêndio descontrolado que começou no último sábado e avançou sobre bairros da cidade chilena situada a 110 quilômetros de Santiago. Até o momento, a tragédia deixou 16 mortos, destruiu milhares de casas e obrigou a evacuar cerca de 15 mil pessoas. O telegrama, escrito em espanhol, foi enviado através do secretário de Estado, cardeal Pietro Parolín.

“Diante da triste notícia do terrível incêndio que está atingindo a cidade de Valparaíso, o papa Francisco deseja expressar a sua proximidade espiritual a todos os habitantes, oferecendo sufrágios pelos falecidos neste grave desastre e participando da angústia de quem perdeu o lar e os bens”.

“Ao mesmo tempo em que apoia com suas preces os esforços das equipes de socorro, o Santo Padre roga às autoridades e a todo o povo que não se desanimem diante da adversidade, para que, com espírito de solidariedade e caridade fraterna, a ajuda necessária chegue a todos os afetados”.

“Sua Excelência tenha a bondade de transmitir ainda aos familiares dos falecidos o mais sentido pêsame de Sua Santidade e expresse aos feridos e danificados a sua paterna solicitude”.

“Com estes sentimentos, o Sumo Pontífice oferece uma especial bênção apostólica, como sinal de afeto, a todos os chilenos”.

A presidente do Chile, Michelle Bachelet, decretou estado de exceção para que as Forças Armadas ajudem a combater os focos do incêndio.

O fogo começou na tarde do último sábado e foi se espalhando, devido aos fortes ventos, em direção à área urbana do porto chileno. Foram atingidos os bairros periféricos situados nas colinas, onde as casas são majoritariamente de madeira.

Valparaíso é o maior porto do Chile e também a sede do Congresso Nacional. Apagar totalmente o fogo pode demorar até 20 dias, segundo estimativas locais. A presidente Bachelet pediu aeronaves da vizinha Argentina para ajudar na emergência.