Teria acontecido no último sábado um encontro entre o papa e o padre jesuíta que foi preso pela ditadura argentina?

O religioso já tinha esclarecido que Bergoglio não o entregou à ditadura quando era provincial da Companhia de Jesus

Roma, (Zenit.org) Redacao | 420 visitas

Embora não confirmada pela Santa Sé, circula a versão de que o santo padre Francisco tenha se reunido na manhã do último sábado, 5 de outubro, com o padre Francis Franz Jalics, o jesuíta de origem húngara, hoje com oitenta e seis anos de idade, que foi capturado pelo regime militar na Argentina em 1976, junto com o irmão Orlando Yorio.

A história une os dois religiosos ao papa Bergoglio, que na época era o superior provincial dos jesuítas na Argentina. Algumas versões veiculadas pela imprensa acusaram Francisco de tê-los delatado aos militares, mas o próprio padre Jalics, que agora vive na Alemanha, deu o seu testemunho no site Jesuiten.org, afirmando que Bergoglio não fez nenhuma denúncia contra ele.

Segundo o site perfettaletizia.it, o padre Jalics teria se manifestado dizendo que "somente vários anos depois [de 1976, ano da sua prisão, ndr], tive a oportunidade de falar sobre aqueles eventos com o padre Bergoglio, que na época já tinha sido nomeado arcebispo de Buenos Aires. Depois daquela conversa, celebramos uma missa pública e nos abraçamos com solenidade. Foi um gesto comovente, deliberadamente feito na frente de milhares de fiéis, para acabar com aquela calúnia".

O idoso jesuíta recorda: "Eu vivia em Buenos Aires desde 1957. Em 1974, movido pelo desejo interior de viver o evangelho e de denunciar a terrível pobreza, e com a permissão do então arcebispo Aramburu [de Buenos Aires] e do padre Jorge Mario Bergoglio, eu fui morar numa favela, juntamente com outro irmão".

A mídia online considera que, se confirmada a notícia do encontro entre o papa e o padre Jalics, "terá sido um momento de definitivo esclarecimento".