Terminam os exercícios espirituais da Cúria Romana

Bento XVI agradece ao pregador, cardeal Monsengwo

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CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 5 de março de 2012 (ZENIT.org) - Esperança renovada e profunda gratidão ao pregador, cardeal Laurent Monsengwo Pasinya: são os sentimentos manifestados pelo papa Bento XVI após a conclusão dos exercícios espirituais da Cúria Romana, em preparação para a Páscoa.

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As meditações ditadas pelo cardeal, que é arcebispo de Kinshasa, versaram sobre a comunhão cristã com Deus: "E a nossa comunhão é com o Pai e Seu Filho, Jesus Cristo" (1 Jo 1,3).

Os exercícios foram concluídos na manhã do último sábado (3), na capela Redemptoris Mater do Palácio Apostólico, com as laudes e a meditação final.

“Em nome de todos nós, eu lhe digo obrigado, Eminência”, disse o papa ao cardeal Monsengwo, “pela orientação nestes exercícios. Vossa Eminência nos guiou pelo grande jardim da Primeira Carta de São João, e por toda a escritura, com grande habilidade exegética e com experiência espiritual e pastoral”.

As meditações do cardeal africano, de acordo com o Santo Padre, foram feitas sob um constante "olhar para Deus", que transmitiu "o amor e a fé que gera comunhão" aos membros da Cúria Romana.

O pontífice aludiu ainda a um caso narrado por Monsengwo durante os exercícios: um amigo do cardeal, em coma, teve a impressão de estar em um túnel escuro, mas via um pouco de luz no seu final e ouvia uma bela música.

É a "parábola das nossas vidas", comentou o papa. Mesmo "no meio da noite", vemos a luz e sentimos a beleza de Deus, do céu e da terra, do Deus Criador e da criatura. “E assim, spe sumus salvati” (cf. Rm 8,24).

O Santo Padre agradeceu ao pregador com estas palavras: "Vossa Eminência nos confirma na fé, na esperança e na caridade".

O cardeal Monsengwo foi também destinatário de uma carta de Bento XVI com novas considerações sobre os exercícios espirituais recém-concluídos.

A Primeira Epístola de São João, comentada por Monsengwo, foi, de acordo com o papa, "uma viagem de redescoberta do mistério de comunhão em que estamos inseridos desde o nosso batismo".

Os momentos de silêncio e de oração foram "cheios de gratidão profunda a Deus", que nos "ligou a si mesmo em uma relação filial, que será plenamente manifestada quando os nossos olhos virem o seu rosto e formos semelhantes a ele", acrescentou o papa, citando o Missal Romano (Oração Eucarística III).

Na pregação do cardeal Monsengwo, o papa reconheceu "o peculiar testemunho de fé da Igreja que crê, espera e ama no continente africano". Ela representa "um grande tesouro para todo o Povo de Deus e para todo o mundo, especialmente ao se considerar a nova evangelização".

Bento XVI também apreciou o "intercâmbio de dons", proporcionado por Monsengwo "como filho da Igreja da África". Através dele, "a variedade geográfica e cultural consegue se expressar na unidade sinfônica do Corpo Místico".

O Santo Padre concluiu dando a bênção apostólica ao cardeal africano, invocando para ele "uma abundância de recompensas divinas".

Por Luca Marcolivio