Toy Story III: nobreza, amizade e trabalho em equipe

Continua sendo uma das maiores bilheterias em um mês de estreia

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Por Carmen Elena Villa

ROMA, quinta-feira, 22 de julho de 2010 (ZENIT.org) – Recentemente chegou aos cinemas a terceira parte de Toy Story, uma divertida e criativa história cujas primeiras edições cativaram o público de todas as idades na última metade da década de 90.

Realizada pelos estúdios Pixar e distribuída por Walt Disney Pictures, Toy Story I sempre será lembrado na história do cinema por ser o primeiro filme feito em computador.

Onze anos depois, Andy, a criança alegre, criativa e sonhadora, retorna às telas já com 17 anos. Está prestes a entrar na universidade e, assim, deixar a casa de sua mãe. Chegou o momento de fazer uma triagem de todos os seus pertences: aquilo que levará consigo, aquilo que deixará no sótão e o que deve se desfazer ou ser doado.

São muitas as aventuras que os simpáticos brinquedos, comandados pelo cowboy Woody e o astronauta Buzz, devem enfrentar nesta terceira parte. Uma fuga do caminhão de lixo, porque a mãe de Andy misturou os itens a serem desfeitos, a chegada a um berçário onde eles conhecem centenas de brinquedos novos, entre eles o urso Lotso, Ken, o telefone da Fisher Price, entre outros divertidos jogos. Eles também devem decidir se para eles é melhor ou não permanecer neste jardim de infância aonde acidentalmente chegaram.

Além do roteiro sumamente criativo e entretido, ideal para qualquer idade, Toy Story III destaca valores como amizade, necessidade de se sentir querido pelos demais e a capacidade de sacrifício até dar a vida.

Agradavelmente surpreende que, num mundo onde se prioriza o individualismo e a distância, este filme ressalte tão fortemente a importância do trabalho em equipe, em que levam em conta as qualidades de cada um, onde cada um dá o melhor de si onde é necessário. Seus integrantes aceitam os próprios defeitos e equívocos. Às vezes, têm de renunciar a suas próprias opiniões para aderir à verdade e permitir que sua equipe continue.

Um filme que ressalta o valor e a importância da nobreza na amizade, acompanhada também da audácia e inteligência para trabalhar da melhor forma em momentos de tensão e adversidade.

Destaca ainda a figura da autoridade em toda comunidade ou equipe. Entendida não como a imposição dos próprios caprichos (que às vezes resultam frutos da falta de reconciliação pessoal), mas com a constante busca de decisões que permitem o bem para cada um de seus integrantes e, por fim, para a equipe em seu conjunto.

E, claro, não podem ficar de lado os incríveis efeitos de terceira dimensão, a forma como, por meio da animação por computador, sobressaem as características próprias de cada brinquedo, fato que permite ao espectador adulto se encontrar com sua infância e reviver aqueles momentos onde as brincadeiras e a fantasia faziam parte de sua vida cotidiana.

A canção "You’ ve got a friend in me", que acompanha as três versões deste filme, mostra, como disse o L’Osservatore Romano em sua edição de 10 de julho, referindo-se à saga de Toy Story, que “a amizade é o verdadeiro imã deste improvável mas unido grupo de brinquedos”.