Troquei os deuses dos livros pelo Deus vivo

Entrevista com Paulo V. Jacobina, autor do livro "Cartas a Probo"

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Por Thácio Siqueira

BRASILIA, sábado, 24 de Março de 2012 (ZENIT.org) – Eis aqui um livro que pode ajudar no processo de conversão daquelas pessoas que, como o autor, buscaram e buscam a verdade com um coração sincero e constante: “Carta a Probo, uma conversa cristã sobre o espiritismo”, editora ComDeus.

O Autor é meu brilhante aluno de Antropologia Filosófica da CST, Curso Superior de Teologia da Arquidiocese de Brasília: Paulo Vasconcelos Jacobina.

Paulo é Procurador Regional da República, Membro do Ministério Público há quase 20 anos, bacharel em Direito e mestre em Direito Econômico. Tem muitas publicações na área do Direito e durante anos lecionou também nessa área.

Nessa semana nos concedeu uma entrevista para apresentar aos leitores do Zenit as “Cartas a Probo, uma publicação que apresenta um debate real entre uma pessoa que busca a verdade, o autor, e um religioso que se cruzou na sua frente e que marcou profundamente a sua vida.

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No meio de uma confusão de idéias, de espiritualidade, numa busca pela verdade, você se encontrou com os livros deAllan Kardec que lhe intringaram profundamente, como você mesmo diz no prefácio do seu livro. O que mais lhe chamava a atenção no espiritismo?

Paulo V. Jacobina: Chamava-me a atenção a maneira aparentemente racional, aparentemente positiva e científica, com que respondia às minhas indagações espirituais, e que, fui percebendo, na verdade era apenas superficial e nunca satisfez em mim a sede pelo Deus verdadeiro, aquilo que Santo Agostinho explica com as palavras "nosso coração foi feito para Ti, ó Senhor, e não repousa senão em ti." Na verdade, eu estava na busca pela verdade, e o espiritismo kardecista atravessou o meu caminho, mas não era a minha meta final.

Você diz que Kardec, Freud, Marx e Darwin eram quatro fatasminhas que davam voltas na sua cabeça e que você não conseguia afastá-los. Por que?

Paulo V. Jacobina: Os quatro criaram religiões sem Deus, pelo menos sem o Deus pessoal cristão. Kardec com seu sistema de salvação contábil, independente da graça, e seu deus distante, burocrático e frio; Freud com seu deus-pulsão sexual, Marx com seu deus-economia e Darwin com seu deus-evolução pareciam satisfazer as minhas necessidades intelectuais, e a ideia de um Deus pessoal não me parecia racional o suficiente. Depois, descobri que, reduzindo Deus a forças impessoais, eu estava apenas criando ídolos: eram deuses que eu podia compreender e controlar, mas não podia amar. Era muito pouco...

Na sua conversão houve a figura de um religioso,com o qual você tem trocado inúmeras cartas, e que acabou resultando na publicação das “Cartas a Probo”. O que foi que lhe chamou a atenção nesse primeiro encontro?

Paulo V. Jacobina: A figura desse religioso na verdade resume, para fins literários, os diversos irmãos que tiveram paciência de ouvir as minhas dúvidas e debater comigo com abertura, inteligência e honestidade. Alguns deles eram, de fato, religiosos; outros, sacerdotes e alguns leigos. Desde o primeiro momento, encantaram-me por seu cristianismo sólido e inteligente; alguns com menos estudos e leitura que eu próprio, mas todos falando de Deus com uma intimidade e uma segurança que só a vivência com uma Pessoa muito real traz, e que nenhum livro me dava. Com eles troquei os deuses dos livros pelo Deus vivo.

Tem alguma carta que lhe marcou mais, que foi o toque definitivo da Graça? Qual a idéia, ou as idéias, que mais lhe impediam encontrar a verdade?

Paulo V. Jacobina: A ideia que mais dificultava a minha conversão era a de que a ideia espírita de que a minha salvação dependia apenas de mim mesmo, do meu esforço e da contabilidade que eu iria fazendo enquanto "reencarnava". Jesus era um estranho para mim; as ideias de carma e reencarnação são frontalmente contrárias às de redenção e misericórdia. Por elas, a salvação deixa de ser um dom maravilhoso que nos vem por Cristo, e passa a ser um negócio contábil de si para si mesmo. Isso fecha os corações a Deus de um modo muito forte; credito a minha conversão às catequeses que tive - que estão neste livro - e ao muito que estas pessoas todas rezaram por mim, em primeiro lugar.

Você considera o seu livro um diálogo entre a fé e a razão­?

Paulo V. Jacobina: Sim, sem dúvida. Como eu digo na primeira carta, Deus é amor, mas também é inteligência plena. E a fé respeita nossa razão, porque Deus não desrespeitaria aquilo que ele próprio criou.

Por que “Cartas a Probo”? Qual o significado do nome Probo?

Paulo V. Jacobina: Probo significa honesto, leal, no sentido de que estas cartas representam uma busca honesta e leal da verdade: são dirigidas aos que estão buscando a verdade lealmente, mesmo que em caminhos diversos dos nossos. São um verdadeiro voto de confiança no leitor: sejamos honestos, leais no caminho da busca, e certamente Deus não deixará de nos iluminar com a Sua verdade!

No fundo o que foi que te inspirou a escrever o livro “Cartas a Probo”? 

Paulo V. Jacobina: Foi a esperança de que estas cartas possam ajudar outras pessoas a encontrar a verdade cristã, como um dia o debate que as gerou ajudou-me. Vejo que estas questões (a reencarnação e o "carma", por exemplo) causam dúvidas e desvios mesmo em católicos aparentemente bem catequizados, e a sofisticação da mensagem espírita pode ser bem sedutora. Para mim a conversão do espiritismo para o cristianismo não foi fácil. Espero que o livro possa facilitar o caminho de outros!

Para maiores informações e para adquirir o livro:

 www.comdeus.org.breditora@comdeus.org.br

Para contato com o autor:

http://cartasaprobo.blogspot.com.br/