Turquia: propriedades do mosteiro de Mor Gabriel são devolvidas à comunidade sírio-ortodoxa

Notícia foi tuitada pelo vice-primeiro-ministro turco, Bulent Arinc

Roma, (Zenit.org) | 345 visitas

A Assembleia das Fundações, o mais alto órgão deliberativo que gere os bens das comunidades religiosas minoritárias na Turquia, decidiu que a posse das terras do histórico mosteiro de Mor Gabriel deve ser restituída à comunidade cristã sírio-ortodoxa.

O vice-primeiro-ministro turco, Bulent Arinc, tuitou pessoalmente a notícia no final da reunião que decidiu pela restituição.

De acordo com fontes turcas consultadas pela agência Fides, o diretor geral da Assembleia das Fundações, Aidan Nertem, confirmou que o registro de transferência de propriedade poderá ser autorizado sem quaisquer problemas. No ano passado, o Supremo Tribunal do país negou provimento ao recurso de uma fundação siríaca que pedia recuperar a posse do mosteiro, então considerado propriedade do Estado.

O mosteiro de Mor Gabriel, fundado em 397, se localiza no planalto central de Tur Abdin, na província de Mardin. É o mais antigo mosteiro sírio-ortodoxo em atividade até os nossos dias. A devolução à comunidade sírio-ortodoxa dos 244 mil metros quadrados de terrenos ligados ao mosteiro representa a maior restituição de bens ordenada pela Turquia em favor de grupos religiosos minoritários, em termos de extensão de terras.

Recentemente, a comunidade ortodoxa siríaca também viu reconhecido pelo governo turco o direito a fundar escolas em que as crianças da comunidade possam ser educadas na sua língua materna.

A sede do patriarcado sírio-ortodoxo de Antioquia no século XIII tinha sido estabelecida perto de Mardin, no mosteiro de Mor Hananyo, e ali permaneceu até 1933, quando foi transferida para a Síria (primeiro para a cidade de Homs e depois para a capital do país, Damasco).

De acordo com vários observadores, a recente estratégia das autoridades turcas de dar atenção aos cristãos sírios teria como objetivo promover o "retorno" da sede patriarcal sírio-ortodoxa da Síria para a Turquia.

Agência Fides