Unidade e pastoreio, significados do Pálio, afirma arcebispo

Dom Orani Tempesta recebeu símbolo nessa segunda-feira em Roma

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ROMA, quinta-feira, 2 de julho de 2009 (ZENIT.org).- O arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, assinala que “unidade e pastoreio” são “dois significados importantes” do Pálio, que os arcebispos receberam das mãos de Bento XVI na segunda-feira.

Ao comentar sobre a cerimônia em artigo divulgado hoje pela CNBB, o arcebispo afirma que “o sentido de unidade e comunhão predomina na interpretação do rito. É o dia do Papa, que é o sucessor do Apóstolo Pedro na missão de confirmar os irmãos na fé”.

“A promessa de unidade e comunhão realizada junto ao túmulo de Pedro ressoa através dos séculos na mesma promessa que ele fez diante do Senhor – ‘tu sabes que te amo’ e também reconhecendo que ‘Jesus é o Cristo, o Filho de Deus’. Daí recebe a sua missão: ‘apascenta os meus cordeiros, minhas ovelhas, meu rebanho’.”

Dom Orani recorda que “as terras de Roma foram regadas pelo sangue dos mártires que ainda hoje continuam testemunhando a fidelidade ao Evangelho e a alegria da vida na unidade da Igreja de Jesus Cristo. Ser fiel e testemunhar o Evangelho nos tempos de hoje são realmente desafios a serem enfrentados com coragem e ânimos novos”.

Nesse sentido –prossegue o arcebispo–, a imposição do Pálio “demonstra este aspecto com essas palavras pronunciadas pelo Santo Padre: ‘Este Pálio seja para vós símbolo de unidade e sinal de comunhão com a Sé Apostólica; seja vínculo de caridade e estímulo de fortaleza’”.

“Nada mais inspirador para nós que assumimos as palavras do Evangelho – ‘que todos sejam um’ – como iluminação da vida e do trabalho e missão a que fui chamado por Deus através da mediação da Igreja. Acredito que esse é o caminho para nós, Igreja hoje, e também é o testemunho que nós, enquanto Povo de Deus, devemos dar e ser para este mundo desunido e violento.”

Dom Orani assinala ainda o sinal do pastoreio que o Pálio ressalta. “As ovelhas são abençoadas no dia de Santa Inês. Da lã delas serão tecidos esses sinais que, imposto sobre os ombros, recorda a necessidade de o Pastor carregar as ovelhas sobre os ombros, – um dos mais belos e antigos símbolos que encontramos na Igreja primitiva”.

“Esse sinal também aparece na oração da bênção do Pálio ‘escolhido para simbolizar a realidade da missão pastoral”, pedindo por todos que irão utilizá-lo “de se reconhecerem como Pastores de seu rebanho e de traduzir na vida a realidade significada no nome’”, afirma o arcebispo.