Unidade na Igreja Católica, decisiva para ecumenismo, explica Papa

Ao receber os bispos da Ucrânia

| 1002 visitas

CASTEL GANDOLFO, quinta-feira, 27 de setembro de 2007 (ZENIT.org).- A unidade da Igreja Católica é decisiva para a promoção da unidade entre os cristãos das diferentes confissões, explica Bento XVI.



Foi o que o pontífice afirmou nesta quinta-feira, ao receber em audiência os bispos da Ucrânia de rito latino, na residência pontifícia de Castel Gandolfo, por ocasião da qüinqüenal visita «ad limina apostolorum», após o precedente encontro da segunda-feira passada, no qual também participaram bispos de rito oriental (greco-católicos).

A Ucrânia, país de mais de 46 milhões de habitantes, é em sua maioria ortodoxa, ainda que conta com uma importante comunidade católica de rito oriental, que sofreu uma duríssima perseguição na época do comunismo, e com comunidades católicas de rito latino.

«Inclusive entre os católicos a colaboração nem sempre é fácil, dado que é normal que surjam sensibilidades diferentes, por causa também da diversidade das respectivas tradições», reconheceu o Papa, ao analisar a situação da Igreja nesse país.

«Mas, como não considerar que é uma oportunidade providencial o fato de que convivam juntas duas comunidades distintas por tradição, mas plenamente católicas, ambas orientadas a servir ao único Kyrios [Senhor, ndr.] e a anunciar o Evangelho?», perguntou o Papa.

«A unidade dos católicos, na diversidade de seus ritos, e o esforço por manifestá-la em cada um dos âmbitos mostra o rosto autêntico da Igreja Católica, e constitui um sinal sumamente eloqüente também para os demais cristãos e para toda a sociedade.»

Recordando que na Última Ceia Jesus rezou para que seus discípulos fossem uma só coisa, o pontífice reconheceu que esta oração do Senhor constitui «um convite a buscar a unidade sem se cansar».

«Se se consolidar a comunhão dentro das comunidades católicas, será mais fácil promover um fecundo diálogo entre a Igreja Católica e as demais Igrejas e comunidades eclesiais», assegurou.

«O ecumenismo é intensamente querido por vós, que durante longos séculos vivestes junto a vossos irmãos ortodoxos e com eles tratais de tecer um diálogo cotidiano que abraça muitos aspectos da vida.»

«Que as dificuldades, os obstáculos e inclusive eventuais fracassos não detenham vosso entusiasmo para avançar nesta direção», recomendou-lhes.

«Com paciência e humildade, com caridade, verdade e abertura de espírito, o caminho que é preciso percorrer se torna menos árduo, sobretudo se não desfalece a perspectiva de fundo, ou seja, a convicção de que todos os discípulos de Cristo estão chamados a seguir seus passos, deixando-se guiar docilmente por seu Espírito, que sempre atua na Igreja», concluiu o Papa.