Universitários lusófonos celebram o Natal em Portugal

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LISBOA, quinta-feira, 20 de dezembro de 2007 (ZENIT.org).- Brasileiros, timorenses, africanos e portugueses juntaram-se para, num encontro já tradicional, celebrar o Natal, criando um espaço de acolhimento, convívio mas também de oração entre os universitários do espaço lusófono.

Estudantes deslocados que se encontram fora da sua realidade e das suas tradições, e por isso «faz sentido encontrarmo-nos para rezar e conviver, também destruindo barreiras», explica à Agência Ecclesia (do Episcopado de Portugal) Helena Neves, Diretora da Pastoral Universitária de Lisboa.

No espaço universitário ganha também sentido celebrar o Natal. Helena Neves acredita que a responsabilidade acresce nesta altura, porque «o universo dos saberes tem uma obrigação esclarecida de se abrir ao diferente».

Alguns destes universitários serão chamados nos seus países de origem a «construir uma sociedade diferente». Os que permanecerão em Portugal são também «chamados a uma abertura».

O encontro decorreu ainda em tempo de aulas porque, encerrado o tempo letivo, «dificilmente os alunos regressam ao espaço universitário» e porque muitos alunos não residem em Lisboa, mas «na grande Lisboa, em localidades da periferia».

Entre alunos brasileiros «com quem ainda não há grande proximidade», de Timor «que são poucos» e africanos «que são a maioria», se fez uma celebração da luz, acendendo oito velas «simbolizando cada país lusófono».

Guinienses, cabo verdianos, são tomenses, angolanos, moçambicanos dão um colorido diferente a um Natal com sabor a África.

Helena Neves ressalva que durante muitos anos «se falou em estudantes dos PALOP’s (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa) que vinham para Portugal para se licenciar».

Esta realidade mudou. Atualmente, muitos são estudantes de mestrado, que regressam ao nosso país, «já conhecem a realidade, alguns têm cá família», seja tios, irmãos, «alguns têm já família constituída».

O que não invalida que «o sentimento de alguma solidão não exista». A diretora da Pastoral Universitária de Lisboa lembra que «estão longe da família alargada, onde se incluem os avós, tios e por vezes o pai ou a mãe».

(Com Agência Ecclesia)