Vaticano: as grandes religiões assinam um acordo contra o tráfico de pessoas

Uma iniciativa à qual se unirão outros líderes, Governos e empresas

Roma, (Zenit.org) Redacao | 467 visitas

A "Global Freedom Network”, um acordo entre representantes das grandes religiões do mundo contra o tráfico de pessoas foi apresentado na manhã de hoje na sala de imprensa do Vaticano.

Intervieram e assinaram o acordo:

- como representante do Papa Francisco, o chanceler das Pontifícias Academias das Ciências e das Ciências Sociais, Mons. Marcelo Sánchez Sorondo ;

- em representação do Grande Imã de Al -Azhar, no Egito, o Dr. Mahmoud Azab;

- Em representação do arcebispo de Canterbury, o reverendo David Moxon John;

- o fundador da Walk Free Foudation, Andrew Forrrest.

A declaração conjunta comunicada pelos signatários do Global Freedom Network evidenciou a violenta capacidade destrutiva do tráfico de seres humanos em todo o mundo e para o 2020 a erradicação desse comércio. Este foi o objetivo marcado hoje no Vaticano.

Este acordo sem precedentes foi assinado na sala de imprensa do Vaticano e os organizadores convidaram as outras Igrejas cristãs e denominações religiosas do mundo a aderir a esta iniciativa e apoiá-la.

A Global Freedom Network é uma associação aberta e outros líderes espirituais serão convidados, disseram na apresentação.

"A escravidão moderna e o tráfico de seres humanos são um crime contra a humanidade. A exploração física econômica e sexual de homens, mulheres e crianças condena a milhões de pessoas à desumanização e à degradação”. Portanto, diz o documento: "A cada dia que continuemos a tolerar esta situação, violamos a nossa humanidade comum e ofendemos a consciência de todos os povos".

Para evitar isso, “no primeiro ano se desenvolverão planos para convidar:

todas as religiões para que monitorem que as suas redes de suprimentos e inversões não incluam as formas de escravidão moderna e para tomar medidas corretas se fosse necessário;

também,

50 grandes empresas multinacionais, cujos diretores gerais são pessoas de fé e de boa vontade para assegurar que as suas cadeias de suprimentos não incluem as formas de escravidão moderna;

162 governos para apoiar publicamente a criação do Fundo Global para acabar com a escravidão e 30 chefes de estado que o apoiem publicamente antes do final de 2014;

o G-20 para condenar a escravidão moderna e o tráfico de seres humanos e adotar a iniciativa contra a escravidão e o tráfico de pessoas, bem como apoiar o mencionado Fundo Mundial”.

O cardeal Peter Turkson, presidente do Pontifício Conselho Justiça e Paz, presente na platéia foi convidado para dizer algumas palavras. O cardeal disse que este caminho começou com uma experiência de uma jovem no Nepal que estava em um ‘estágio’ e que impressionada por esta experiência convidou seu pai, o fundador da Walk Free Foundation, Andrew Forreste, a propor uma iniciativa neste sentido.

(Trad.TS)