Vaticano atrai atenção da Interpol sobre violência no Oriente Médio

Dom Viganò vê necessidade de maior cooperação para lutar contra a onda de ataques

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DOHA, quarta-feira, 9 de novembro de 2010 (ZENIT.org) – O secretário-geral do governo da Cidade do Vaticano, Dom Carlo Maria Viganò, destacou, na última segunda-feira, 8 de novembro, na 79ª Assembléia Geral da Interpol, a violência que os cristãos sofrem no Oriente Médio.

A afirmação foi feita diante de quase mil policiais e delegados de 188 países que participam na Assembléia que se realiza no Qatar até a próxima quinta-feira.

O representante vaticano colocou em pauta o gravíssimo atentado do último dia 31 de outubro contra a catedral católica síria de Bagdá, o maior centro de culto da comunidade católica do Iraque.

Dom Viganò qualificou o ataque “como um ato de uma ferocidade sem procedentes contra pessoas indefesas, reunidas em oração”.

E destacou que “há anos no Iraque os cristãos converteram-se em objeto de ataques atrozes” e que “a situação do país em si tem sido sempre difícil” e muitos são obrigados a fugir. Ele salientou a necessidade de combater os atentados contra cristãos e muçulmanos no Oriente Médio, “mas temos de fazer isso todos juntos”.

Citando a mensagem de pêsames que o Papa enviou depois do atentado contra a catedral de Bagdá ao arcebispo católico sírio Dom Athanase Matti Shaba Matoka, Viganò afirmou que “a paz é um dom de Deus mas também é um resultado dos esforços dos homens de boa vontade, de instituições nacionais e internacionais”.

Em sua participação, o prelado expressou também o apreço da Santa Sé pela cooperação entre a Interpol e o Departamento de manutenção da paz das Nações Unidas.

Referindo-se a um acordo existente entre ambas entidades, destacou a importância da preparação das forças policiais nas operações militares de paz.

Dirigindo-se à assembléia da Interpol, constatou: “Nós estamos aqui hoje para renovar, em uma área específica, nosso compromisso para cooperar na eliminação do mal do mundo”.

Dom Carlo Maria Viganò, afirmou que a colaboração entre a Santa Sé e a Interpol tem sido visível nas viagens internacionais de Bento XVI.

“Graças à Interpol, a Santa Sé beneficiou sempre de informação e suporte logístico fornecido pelos serviços de segurança nos países envolvidos”, assinalou.
O Vaticano foi admitido por unanimidade na Interpol, em 2008.

Apreço

Dom Viganò manifestou o seu “profundo apreço” pelo trabalho da Interpol, destacando a “nobreza dos objetivos que a organização persegue” e “sua função decisiva especialmente na atividade eficaz de prevenção”.

O  secretário geral do governo da Cidade do Vaticano valorizou o “sistema que permite o intercâmbio de informações em tempo real e a coordenação imediata e conjunta de diversas ações da polícia para lutar contra estes crimes que cruzam fronteiras”.

Viganò elogiou a assistência que a Interpol tem dado à polícia local e aos trabalhadores de emergência nas graves catástrofes naturais; o apoio concreto à Igreja na manutenção da ordem, a assistência à populações afetadas por desastres e a identificação das vítimas.