Vaticano desmente conversa entre o Papa Francisco e Assad, mas confirma carta a Putin

Carta ao G20: Apelo para uma solução pacífica para a crise da Sí­ria

Roma, (Zenit.org) Rocio Lancho García | 707 visitas

O porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, desmentiu nesta manhã a notícia de que o Santo Padre teria falado com o presidente sírio, Bashar Al Assad, conforme publicado pelo jornal argentino Clarin que simplesmente citou "fontes do Vaticano”, mas confirmou o envio de uma carta ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, por ocasião da reunião do G20 em São Petersburgo que começa hoje.

O Grupo dos 20 (G -20) é umfórumde 19 países mais a União Europeia, existente desde 1999,eagrupao G -7 (Canadá, Alemanha, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido) mais a Rússia, G -8, e com a entrada de onze países recém- industrializados compõem o G-20.

Sobre a Síria, o papa Francisco comentou que "o encontro dos chefes de Estado e de Governo das vinte maiores economias [...] não tem a segurança internacional como principal objetivo". No entanto, continua o Santo Padre, não pode deixar de refletir sobre a situação no Oriente Médio e, particularmente, na Síria. "Infelizmente, dói ver que muitos interesses têm prevalecido desde o início do conflito sírio, impedindo uma solução que evite o massacredesnecessário que estamos presenciando".

Novamente Francisco renovou o seu apelo, desta vezaos líderes do G20, para encontrar formas de ajudar a superar os diferentes contrastes e abandonar toda a vã pretensão de uma solução militar. Bem como " um novo compromissoparaprosseguir com coragem e determinação, uma solução pacífica através do diálogo e da negociação entre as partes interessadas, com o apoio unânime da comunidade internacional. Além disso, é um dever moral de todos os governosdomundo encorajartodas as iniciativaspara promover a assistência humanitária às pessoas que sofrem por causa de conflito dentro e fora do país”.

Na carta o Santo Padre recordaque "o contexto atual, altamente interdependente, requerajustefinanceiromundial, com regraspróprias,justas e claras para conseguir um mundo mais justo,queacabecom a fome,ofereçatrabalho dignopara todos, habitaçãodignae cuidados médicos necessários”.

Ele também fez referência ao compromisso da presidência do G20deste ano de "consolidação da reformadasorganizações financeiras internacionais edachegadaa um consenso sobrepadrõesfinanceirosadaptadosàs circunstâncias atuais". Ele acrescentou que a economia global pode realmentesedesenvolverna medida em que seja capaz de "consentiruma vida digna a todososirmãos, desde os maisidosos até ascrianças ainda no ventre materno, não apenasaos cidadãos dosmembros do G20, mas para cada pessoa na Terra, mesmo aqueles que estão em situações sociais difíceis ouem lugaresmais perdidos”.

Neste ponto,fezreferênciaaosconflitosarmados, lembrando que criam"divisões profundas e deixam feridas quenecessitammuitos anos para curar.". Por isso,recordou oSanto Padre "os muitos conflitos armados que ainda assolam o mundo nosmostra, a cada dia, umadramáticaimagemda miséria, da fome, da doença e da morte.De fato, sem paz não há qualquer tipo de desenvolvimento econômico.Aviolência não leva à paz nunca , nemàs condições necessárias para tal desenvolvimento”.