Vaticano exige proteção de mulheres e menores imigrantes contra abuso sexual

Pedido na conferência de ministros de Justiça europeus

| 1145 visitas

CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 8 de novembro de 2007 (ZENIT.org).- A Santa Sé ergueu a voz para exigir que se protejam juridicamente os imigrantes, em particular as mulheres e os menores de idade, que com freqüência convertem-se em vítimas impotentes de abusos sexuais ou de redes de prostituição.



Esta reivindicação foi exposta pelo chefe da delegação vaticana, o arcebispo Manuel Monteiro de Castro, núncio apostólico na Espanha, na conferência dos ministros europeus de Justiça, que se celebrou nos dias 25 e 26 de outubro na ilha de Lanzarote, no arquipélago canário.

O representante papal, em sua intervenção, publicada hoje pela Sala de Informação da Santa Sé, pediu que se garanta o acesso à justiça aos imigrantes e aos menores de idade, «para que se respeitem seus direitos e se possam prevenir ou fazer desaparecer eventuais formas de descriminalização».

O núncio denunciou que, na Europa, «estas pessoas, de uma ou de outra maneira, sofrem formas de exclusão, de desigualdade de trato, tanto no mundo do trabalho, como no da educação e da formação, ou na assistência à saúde».

Segundo Dom Monteiro, «os abusos, inclusive os sexuais, que afetam os menores e os imigrantes, especialmente as mulheres, propõem numerosos problemas de caráter moral e jurídico».

«Trata-se de circunstâncias particularmente penosas se levarmos em conta que afetam pessoas indefesas, os mais fracos e que vivem longe de seu país, quase sempre sem ter escolhido isso», constatou.

Em particular, seguiu denunciando, «o tráfico de seres humanos afeta sobretudo as mulheres e está aumentando precisamente onde são frágeis ou prescritas as possibilidades de reagrupamento familiar, de melhoria das condições de vida ou simplesmente de sobrevivência».

«Estas situações facilitam a ação criminosa de traficantes, que oferecem falsas esperanças a vítimas que ignoram o que as espera, destinando mulheres e moças jovens a ser exploradas praticamente como escravas e oferecendo ao mesmo tempo uma expressão concreta à cultura hedonista, que promove a exploração sistemática da sexualidade», afirmou.