Viagem a Cuba

Uma família italiana dos Focolares conta a sua viagem à Ilha caribenha

Brasília, (Zenit.org) Redacao | 429 visitas

Quase 3.000 km percorridos, com vários meios, para encontrar grupos de famílias com as quais partilham a espiritualidade da unidade.

«Cuba é um país muito bonito, onde se respira a atmosfera de uma nação que tinha sido florescente nos anos 50. Com exceção de alguns edifícios e alguns lugares restaurados no centro de Havana e de outras cidades, nota-se um estado de abandono».

Agostino e Marisa contam alguns episódios da sua viagem a Cuba. São uma família dos Focolares, de Vicenza (Itália), que, após terem vivido 11 anos na República Dominicana, atualmente residem nos arredores de Roma.

«Podemos dizer que vivemos aqueles dias em Cuba em constante comoção, pela autenticidade que encontramos na vida das pessoas. Pela situação em que se encontram, ousamos dizer que são vidas heroicas. Uma família contou-nos que, com muito esforço, tinha guardado 20 $ para comprar um par de sapatos para um dos filhos. Numa tarde de sábado, saíram à procura, mas não encontraram nada que valesse a pena e que fosse possível comprar com a quantia que tinham. Assim, decidiram deixar para outro momento. Quando regressavam para casa, encontraram uma família muito pobre: o pai, a mãe e uma criança com os sapatos destruídos. Olharam-se e juntos tomaram a decisão de dar uma parte do que tinham para os sapatos daquela criança. Não seriam de grande qualidade, mas certamente seriam melhores do que aqueles que usava. Alguns dias depois, receberam a visita da avó, que trouxe um envelope: tinha recebido uma quantia de um parente e pensou em dividir com eles; para as necessidades que tivessem. Era o que faltava para poderem comprar os sapatos para o filho.

Percorremos cerca de 3.000 km com os meios de transportes mais diferentes. Nas cidades andávamos a pé, de bicicleta, de carroça, de “bici-taxi”.

Em Cienfuegos, Santiago de Cuba, Camaguey, Florìda, Holguin, Banes encontramo-nos com grupos de famílias e também de namorados, para aprofundar a espiritualidade da unidade, com uma atenção particular aos reflexos na vida familiar. Nestes grupos havia pessoas que não tinham uma fé religiosa; mas eram precisamente estas que sublinhavam que esta espiritualidade é para todos.

Estivemos com muitas famílias para almoçar e jantar. Foi uma experiência bonita estar nas suas casas e partilhar as suas vidas! Contavam-nos muitos episódios do amor concreto. Como uma família que foi visitar um casal, que recentemente tinha tido um bebê, e percebeu que o açúcar, que mensalmente recebiam do Estado, estava por terminar. Comprar mais seria muito caro, assim, quando regressaram para casa, pegaram o que tinham e levaram tudo para aquele casal. Com surpresa, eles exclamaram: “E vocês como vão fazer?”. Naquela mesma noite, receberam em casa a avó, que trouxe o açúcar que não podia mais usar por motivos de saúde.

Procurando partilhar as alegrias e os sofrimentos dos nossos novos amigos, entendemos o porquê desta espiritualidade ter nascido durante a guerra. Chiara Lubich não esperou por “tempos melhores” para começar a amar de maneira concreta e começou precisamente no meio das dificuldades. Foi uma confirmação de que é possível viver o Evangelho em todas as situações».

(Fonte: Focolares)