Viagem da Presidente do Movimento, Maria Voce, ao Brasil, de 22 de março a 23 de abril

Por ocasião dos 70 anos do Movimentodos Focolares

São Paulo, (Zenit.org) Redacao | 537 visitas

Entre os dias 22 de março e 23 de abril, Maria Voce, a primeira presidente do Movimento dos Focolares depois da morte de sua fundadora, Chiara Lubich, visitará o Brasil. Ela se encontrará com milhares de integrantes da comunidade dos Focolares e com diversos setores da cultura, da política e da Igreja. Esses momentos serão a ocasião para um balanço sobre a incidência da experiência comunitária do Movimento na difusão da cultura da unidade e na construção de pontes de fraternidade em todos os setores da sociedade brasileira.

Em 22 de março, Maria Voce chega ao Brasil, desembarcando em Recife, cidade brasileira que recebeu os primeiros integrantes do Movimento em 1959, e de onde os Focolares se difundiram por todo o país. Após o encontro com fundadores e responsáveis de comunidades eclesiais em Fortaleza, Maria irá para Belém. A última etapa da viagem será no estado de São Paulo.

Qual é o objetivo desta viagem? “Antes de tudo, ela deseja mergulhar na história do passado e do presente de nosso povo, em nossa cultura, com suas riquezas, potencialidades e contradições”, informa Gehilda Cavalcante, corresponsável pela Mariápolis Ginetta, centro nacional de formação do Movimento dos Focolares.

Outro objetivo importante da viagem de Maria Voce ao Brasil é, segundo Gehilda, “fazer com que as comunidades do Movimento comuniquem, com suas experiências e obras, as transformações em nível pessoal, no âmbito social, político, econômico, cultural, atuadas pelo Evangelho vivido à luz do carisma da unidade”.

Nesse sentido, explica Dorival Spatti, corresponsável pela Mariápolis Ginetta, “a expectativa é compreender juntos, nesta fase de profundas transformações da sociedade, um modo novo e melhor para que o Movimento possa atender às urgências do Brasil, em sintonia com o convite frequente do Papa Francisco de sair ao encontro das periferias existenciais”. 

Alguns eventos da programação de Maria Voce no Brasil

- Inauguração da Cátedra Interinstitucional Chiara Lubich – Fraternidade e Humanismo na Universidade Católica de Recife (UNICAP), onde Maria Voce proferirá o discurso “O Humanismo de Chiara Lubich”

- Encontro com os membros do Movimento nas várias regiões do país

- Visita às obras sociais, organizadas pelo Movimento dos Focolares em diversas regiões e também a primeira Fazenda da Esperança de Guaratinguetá-SP

- Encontro com  os responsaveis das organizações sociais do Brasil e representantes da América Latina e Caribe de língua espanhola (Mariapolis Ginetta – SP)

- Encontro com fundadores e responsáveis de comunidades eclesiais, em Fortaleza

- Diálogo com um grupo de bispos que vivem a Espiritualidade do Movimento

- Encontro com empresários e políticos de todo o Brasil, envolvidos nos projetos da Economia de Comunhão e do Movimento Político para a Unidade, na Mariápolis Ginetta (SP)

Quem é Maria Voce?

Eleita presidente do Movimento dos Focolares em 7 de julho de 2008, pela assembleia geral dos focolarinos, Maria Voce é a primeira sucessora da fundadora Chiara Lubich, falecida em 14 de março do mesmo ano. Os Focolares constituem o único movimento da Igreja Católica que prevê, em seu Estatuto, que a presidente seja sempre uma mulher. Maria foi colaboradora direta de Chiara Lubich: fez parte da sua secretaria pessoal e contribuiu para a atualização dos Estatutos Gerais do Movimento.

Nasceu em Ajello Calabro, no sul da Itália, em 16 de julho de 1937. Primogênita de sete filhos, seu pai era médico; sua mãe, dona de casa. No último ano do curso de Direito, em Roma (1959), conheceu um grupo de jovens focolarinos e ficou fascinada pelo testemunho evangélico dado por eles. Terminados os estudos, exerceu a profissão em Cosenza, tornando-se a primeira mulher a advogar no fórum da cidade. Em 1963 sentiu o imprevisível e “arrebatador” chamado de Deus a seguir a estrada de Chiara Lubich, à qual logo respondeu com determinação. Em seguida estudou Teologia e Direito Canônico. Teve uma experiência direta no ecumenismo e no diálogo inter-religioso: viveu dez anos (1978-1988) no focolare de Istambul (Turquia), onde esteve em contato com o então Patriarca de Constantinopla, Demétrio I, e numerosos metropolitas, entre os quais o atual Patriarca Bartolomeu I, e também com os muçulmanos. É consultora do Pontifício Conselho para os Leigos e do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização.

Desde os primeiros dias da sua eleição, Maria Voce indicou, como estilo de sua presidência, “priorizar os relacionamentos”, buscando, com todas as forças, atuar o objetivo pelo qual surgiu o Movimento: realizar a unidade em todos os níveis. Fez várias viagens em todos os continentes, começando pela África. Em sintonia com o frequente convite do Papa Francisco de “sair ao encontro das periferias existenciais”, impulsionou o Movimento, recordando que ele é chamado “a mergulhar nesta humanidade desorientada, partilhando seus medos e angústias, para reconduzi-la ao seu ponto central, Deus”.

O que é o Movimento dos Focolares?

História – Trento, norte da Itália, 1943. A II Guerra Mundial está no auge. Em meio a fugas desesperadas para os abrigos antiaéreos, os trentinos veem tudo desmoronar ao seu redor. É sobre esse cenário de destruição que nasce a obra de paz e de unidade de Chiara Lubich. Com pouco mais de vinte anos, ela descobre Deus em sua essência: Amor. Deus aparece como aquele que não passa, que nenhuma guerra pode destruir.  Ela mesma escreve: “A cada dia, novas descobertas: o Evangelho se tornava o nosso único livro, única luz de nossa vida. Compreendíamos que o amor é tudo, aquele amor exigente e radical que tem a força de amar, amar também o inimigo, e que nos pede que nos amemos reciprocamente”. A última oração de Jesus ao Pai, “Que todos sejam um”, aparece como o principal programa de vida do Movimento, o projeto de Deus sobre a humanidade. “O ódio e o rancor desaparecem; em muitas famílias retorna a paz. Nasce a certeza de que é no Evangelho que se encontra a solução de todos os problemas individuais e sociais”.

Difusão no mundo – Aos poucos, o primeiro grupo que tinha se formado em Trento se desenvolve e o Movimento adquire dimensões mundiais. Chega a 182 países, supera barreiras de língua, cultura, raça, religião e credo, alcançando mais de 2 milhões de pessoas, não só católicas, mas também cristãos de mais de 300 igrejas e seguidores de outras religiões. Surgem 26 ramificações, com o objetivo de contribuir para renovar, com a vida do Evangelho, o mundo da família e dos jovens, os vários âmbitos da sociedade, o mundo eclesial.

No Brasil – O Brasil é o primeiro país, além das fronteiras da Europa, onde desembarcam alguns focolarinos que, com Chiara, tinham dado início ao Movimento. Eles chegam ao Recife em 1959. Logo se forma uma pequena comunidade transformada pelo Evangelho, da qual fazem parte as pessoas mais diversas: aquela jovem universitária que tinha procurado no ideal socialista o caminho para arrancar o povo da miséria; o jovem de classe média que tinha doado os seus bens aos mais pobres da comunidade; ou aquele que, no Evangelho, tinha encontrado a força para perdoar o assassino do próprio pai, rompendo uma espiral de vinganças. Desse modo, rompem-se as diferenças sociais e forma-se uma comunidade de irmãos. Depois de mais de 50 anos o Movimento já conta mais de 200.000 simpatizantes em todo o país. Muitas são as obras sociais nas diferentes regiões. Nas proximidades de Belém, Recife e São Paulo, encontram-se as cidadelas que são centros de testemunho do Movimento. Na Mariápolis Ginetta, em São Paulo, tem início, em 1991, o Projeto Economia de Comunhão, que dali se espalha para todo o mundo. Os focolares masculinos e femininos, que são centros de irradiação do Movimento, são 45, presentes em 17 Estados do Brasil.

[Fonte: Focolares]