Vida de oração e comunidade fascina jovens de hoje

Comunicado de imprensa da cúria geral agostiniana

| 1311 visitas

ROMA, quarta-feira, 4 de julho de 2012 (ZENIT.org) - "A comunidade é o nosso coração, e a vida comunitária é necessária para nós, para o nosso ministério. A comunidade é o lugar onde conseguimos energia, onde rezamos juntos, onde compartilhamos a nossa vida. É a partir desta experiência que começamos a ser verdadeiros servos de Deus. Por isso, a comunidade está no centro. Santo Agostinho pediu na sua regra, antes de todas as outras coisas, que nós vivêssemos juntos em um só coração e em uma só alma, andando em direção a Deus".

"Queremos que as pessoas vejam que nós, frades agostinianos, trabalhamos, somos homens de serviço, somos irmãos, frades, que vivem no amor, que são felizes e que vivem no amor de Deus".

Este é um dos muitos depoimentos que surgiram no workshop sobre a promoção vocacional dos agostinianos, no Instituto Patrístico Augustinianum. Os 38 frades de 23 circunscrições da ordem começaram a trocar opiniões, a discutir o tema da vocação, a compartilhar alegrias, fracassos, vitórias e esperanças nesta delicada área pastoral.

"Queremos que as pessoas percebam que nós somos homens, que somos felizes com o nosso serviço, que somos pessoas realizadas, alegres, celibatários que vivem em castidade e em fidelidade, pessoas que seguem a Cristo. Queremos que as pessoas percebam que hoje é possível viver em castidade, e que os nossos bens são colocados em comum", afirmou um dos frades agostinianos do Panamá.

Um dos relatores do encontro é o padre Joseph Farrell, OSA, da província agostiniana de São Tomás de Villanova, nos Estados Unidos. Farrell ressalta a figura do promotor vocacional e o significado do workshop internacional. "O objetivo mais importante deste encontro é compartilhar as nossas experiências, para conseguirmos também ser capazes de renovação. Às vezes, trabalhar com as vocações é árduo, porque esses promotores têm que ser as pessoas que abrem a porta, que têm a tarefa de olhar, de acolher e de abrir", explica o padre Farrell, em referência à passagem dos Atos dos Apóstolos 3, 1-10, escolhida como tema de reflexão comum.

"Às vezes, não sabemos quem é a pessoa do outro lado da porta, mas temos que ser felizes, abertos, e também sábios para acompanhar essas pessoas que querem esclarecer mais o significado da própria vida e responder ao chamado que elas sentem no coração", prossegue o padre.

E aqueles que batem à porta da ordem são adultos cada vez mais jovens, com questionamentos cada vez mais complexos. "São pessoas em busca de Deus, em busca da vontade de Deus para a vida delas. Ser promotor vocacional é um trabalho especial, cheio de responsabilidade, porque você está lidando com a vida de uma pessoa".

Nos diálogos entre os frades, surgiu uma atenção muito importante à vida de comunidade, como elemento de beleza, de atração e de definição da ordem agostiniana.

As mídias sociais são hoje novas praças onde dialogar: "Podemos começar o diálogo vocacional até numa reunião virtual, mas não podemos parar ali, temos que ter um encontro real, porque nesse encontro o que está em jogo é a nossa vida. Não é uma vida virtual, é real. Os jovens usam as mídias sociais para se comunicar e compartilhar, mas algo está faltando... Eu acho que devemos usar estes meios, mas não podemos parar por aí. No carisma agostiniano existem dois destaques. O primeiro é a nossa vida de oração. Geralmente, rezamos duas vezes por dia em comunidade, e, para as pessoas de hoje, esses momentos são especiais para conversar com Deus. Também é necessário sentar à mesma mesa para compartilhar, para comer juntos. Nós vivemos um tempo que exalta a individualidade, mas, quando partilhamos a nossa vida, há algo de especial nisso. Eu acredito que a juventude está tentando conseguir isto", conclui o padre Farrell.

(Tradução:ZENIT)