World Council of Churches: Não manipular a religião com objetivos políticos

Em foco, a preocupação com a destruição de templos na Síria. Líderes muçulmanos são convidados a condenar o uso do islã para agredir os vizinhos.

Roma, (Zenit.org) | 406 visitas

As comunidades religiosas “rejeitam a manipulação da religião” que acontece com frequência nos países em crises complexas, afirma em nota o World Council of Churches (WCC), referindo-se à atual situação na Síria.

A nota, reproduzida pelo jornal vaticano L'Osservatore Romano, revela a preocupação do secretário geral do WCC, Olav Fykse Tveit, com os atos de violência e de destruição nos lugares de culto. No dia 22 de junho, por exemplo, homens armados atacaram o mosteiro de Santo Antônio de Pádua, na localidade de Ghassanieh, e assassinaram brutalmente o sacerdote sírio François Mourad, de 49 anos.

“Que a memória do padre François seja eterna na mente de Nosso Senhor e no coração de quem o amava e conhecia”, pede Tveit, que afirma também que a população cristã de Ghassanieh “deseja continuar em paz nessa região da Síria em que viveu durante séculos junto com as comunidades muçulmanas locais”.

O WCC convida os sírios a restabelecerem o clima de reconciliação: “Encorajamos e convidamos enfaticamente os líderes muçulmanos a condenar toda tentativa de uso do islã para justificar as agressões contra os vizinhos”.

Em reunião do comitê executivo do WCC, foi publicada uma mensagem que afirma “a necessidade de vivermos juntos no respeito recíproco”.

O WCC vem se empenhando há anos em combater a violência e em orientar o trabalho ecumênico a fim de “mostrar como os cristãos estão unidos na reafirmação da dimensão evangélica da paz e da justiça no mundo”.

Além desta, outras diversas exortações já tinham sido enviadas aos governantes, como a de junho de 2012, feita depois de uma série de bombardeios, na qual o WWC solicitava a proteção dos cidadãos e dos seus direitos humanos fundamentais.

O WWC realizará a sua assembleia geral na Coreia do Sul entre os dias 30 de outubro e 10 de novembro, com o tema “Deus da vida, guia-nos para a justiça e para a paz”.