ZP08070410 - 04-07-2008
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Cardeal Sandri pede paz «segura e estável» no Oriente Médio


Durante a celebração eucarística anual de «L’Oeuvre d’Orient»


Por Roberta Sciamplicotti

PARIS, sexta-feira, 4 de julho de 2008 (ZENIT.org).- Uma paz «segura e estável» em todo o Oriente Médio, desejou o cardeal Leonardo Sandri, prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais, ao término da celebração eucarística anual de «L’Oeuvre d’Orient», na catedral de Notre-Dame de Paris, segundo informou hoje «L’Osservatore Romano».

«Só a tão esperada paz poderá assegurar aos cristãos, presentes nessas terras desde os inícios da evangelização, que possam continuar vivendo como indivíduos e como comunidades na profissão da fé em Jesus», acrescentou.

Participaram da celebração: o cardeal André Vingt-Trois, arcebispo de Paris e ordinário para os fiéis de rito oriental residentes na França e que não têm ordinário de seu próprio rito; o arcebispo Fortunato Baldelli, núncio; Dom Claude Bressolette, vigário geral para os fiéis de rito oriental na França; e Dom Philip Brizard, diretor de «L’Oeuvre d’Orient».

O purpurado reconheceu que existe «a tentação do cansaço, após ter rezado inumeráveis vezes ao Senhor por esta intenção», mas exortou os presentes a «recordarem a pobre viúva do Evangelho, que recorria confiante ao Senhor com sua oração», e «tantos outros exemplos bíblicos de súplicas insistentes acolhidas por Deus».

«Convencer o mundo de hoje que o amor e a vida constituem o sentido de toda a experiência humana e a história universal: este é o desafio cristão!», exclamou.

Esta tarefa, acrescentou, não é fácil «no contexto cultural atual, que muitas vezes está fascinado pelo nada e o sem sentido», e em uma cultura que se torna «prepotente, incidindo na desilusão pelo futuro para com a acolhida da vida e para a educação das gerações jovens, e escurecendo a certeza de que todo verdade, e que a verdade em si mesma, possa ter um fundamento eterno».

O cardeal Sandri manifestou, em outro momento, «a dívida doutrinal que toda a Igreja tem com os padres, doutores, teólogos, monges e santos filhos das Igrejas Orientais, que forjaram, em docilidade ao Espírito Santo, as mais antigas tradições litúrgicas, espirituais e disciplinares, para glória da santa e indivisível Trindade».

«Em companhia do Oriente, o Ocidente deve caminhar sempre na profissão da fé trinitária para servir o homem contemporâneo e torná-lo digno de seu destino eterno», acrescentou.

Para o cardeal, «L’Oeuvre d’Orient», «sensível ao variado mosaico das tradições orientais», ajuda a «sustentar a fidelidade dos cristãos do Oriente a seu próprio patrimônio, privilegiando em suas intervenções o campo educativo, assistencial e social, pastoral e cultural», sendo também «oportunamente atenta à dimensão ecumênica e inter-religiosa, trabalhando em estreita colaboração com os venerados patriarcas e pastores, assim como com as diversas famílias religiosas».

«L’Oeuvre», fundada por um grupo de professores leigos da Universidade Sorbonne, foi reconhecida como obra eclesiástica pelo Papa Pio IX em 1858. É uma associação de assistência e beneficência que tem como objetivo ajudar as Igrejas e os cristãos do Oriente.


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