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ZP08082011 - 20-08-2008
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Pessoa: critério com «prioridade absoluta» na política, afirma cardeal


Dom Geraldo Agnelo comenta algumas indicações da Doutrina Social da Igreja


Por Alexandre Ribeiro

SALVADOR, quarta-feira, 20 de agosto de 2008 (ZENIT.org).- A pessoa humana é um critério que tem prioridade na atividade política, afirma o cardeal Geraldo Agnelo.

Na Doutrina Social da Igreja, a pessoa «é considerada não como apêndice da sociedade, célula de um órgão maior, mas como algo que tem prioridade absoluta».

Em mensagem enviada a Zenit essa terça-feira, o arcebispo de Salvador recorda que cada criatura humana é imagem e semelhança de Deus: «a ela é devido respeito sagrado, desde a sua concepção até o último instante de sua vida».

Sendo assim, a Igreja «discorda do aborto procurado, da manipulação genética das células tronco e da eutanásia».

De acordo com o cardeal Agnelo, a família é o primeiro lugar no qual a pessoa realiza a si mesma e encontra terreno para o seu pleno desenvolvimento.

«A família nasce da liberdade das pessoas. O amor humano é vivido na plena reciprocidade de afetos e de responsabilidades. A família expressa a maior cooperação entre os sexos e entre as gerações. Isso é de interesse de toda a sociedade.»

«É importante apoiar e valorizar a família destinada a durar no tempo e constituída por um homem e uma mulher, seus eventuais filhos naturais e adotados. Por isso considera que cada criança tem o direito de nascer de um ato de amor e não de uma operação de laboratório», enfatiza o arcebispo.

Segundo Dom Geraldo Agnelo, «da dignidade, unidade e igualdade de todas as pessoas deriva, antes de tudo, o princípio do bem comum que envolve cada aspecto da vida social para encontrar pleno sentido».

«Bem comum é formado pelo conjunto daquelas condições da vida social que permitem aos grupos e a cada um de seus membros atingirem, da maneira mais completa e claramente, a própria realização.»

O arcebispo explica que o fim da vida social é o bem comum historicamente realizável. «A responsabilidade de procurar o bem comum compete não só às pessoas, mas também ao Estado, pois o bem comum é a razão de ser da autoridade política».


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