ROMA, quarta-feira, 20 de agosto de 2008 (ZENIT.org).- «Quando começaram a cair as bombas dos aviões, corremos apavorados», diz Lena, uma das 100 mil pessoas que ficaram sem casa no recente conflito na Geórgia.
A maior parte das pessoas escapou sem mais pertences que a roupa que vestiam, segundo informa a Cáritas Internacional.
«Mas como costuma ocorrer em todas as guerras, os que mais sofreram carência foram os mais vulneráveis: mulheres, crianças, doentes e idosos», acrescenta a instituição católica de ajuda. Apesar de seus escassos recursos, das dificuldades de acesso por terra e da instabilidade do corredor humanitário, as Cáritas da Geórgia e da Rússia estão ajudando milhares de vítimas nos diversos cenários do conflito desde o começo da guerra.
A ação da Cáritas Geórgia se centrou nos desabrigados que chegaram a Tbilisi, e o número de pessoas atendidas já chega a 1.700, distribuídas em 4 dos 33 centros onde se concentraram as pessoas desalojadas.
Todos estes centros temporários estão em lugares muito remotos da cidade e a maioria são escolas. Em um deles, o centro Olímpia, a Cáritas Geórgia organizou desde o começo a distribuição de alimentos. Também pôs em andamento uma padaria para distribuir pão diariamente entre os desalojados.
Até esta segunda-feira não havia acesso pleno pela estrada de Tbilisi a Gori, o que complicava as ajudas alimentares e médicas.
O diretor da Cáritas Geórgia, Pe. Witold Szulcynsk, foi na segunda-feira a uma reunião com o prefeito de Gori para programar ações conjuntas, segundo informou Ilona Adamova, responsável pelos programas desta agência humanitária da Igreja Católica.
No outro lado da fronteira, a Cáritas Rússia comprou materiais de higiene para cobrir as necessidades de 10 mil pessoas durante um mês. São parte dos mais de 37 mil refugiados que cruzaram a fronteira para a Ossétia do Norte, onde as autoridades russas estão há vários dias tramitando suas solicitações de refúgio temporário.
Também estão comprando roupa e material escolar para o início do ano letivo em setembro e começaram a prestar também apoio psicológico, ajudando a aliviar a dor familiar e a tratar do estresse pós-traumático.
As Cáritas da Geórgia e da Rússia estão há vários dias recebendo apoios na forma de donativos por meio da rede de ação social de outros países, ainda que, segundo expressam seus responsáveis, precisam adquirir mais equipamentos de atenção médica e financiamento suficiente para uma reabilitação que pode levar anos, uma vez que as armas cessem sua atividade.
















