BRASÍLIA, quinta-feira, 20 de novembro de 2008 (ZENIT.org).- A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) recordou esta quinta-feira os afro-brasileiros e pediu esforços mais efetivos para erradicar a discriminação racial no país.
O dia 20 de novembro no Brasil é à dedicado Consciência Negra. A data faz memória do grande líder negro Zumbi dos Palmares, morto nesse dia, em 1695.
«O reconhecimento oficial desta comemoração é uma vitória da luta dos afro-brasileiros e de todos os que se dedicam às causas da liberdade, do respeito aos direitos humanos e do fim da discriminação racial», afirma a CNBB em nota.
Segundo o organismo episcopal, o Dia da Consciência Negra remete, por um lado, a um passado que «envergonha», pois «traz à memória toda a atrocidade que significou a escravidão em nosso país e o fim trágico de muitos que a ela se opunham, como o líder Zumbi».
«Por outro lado, 20 de novembro é a prova concreta de que a vitória se faz com perseverança e tenacidade.»
Urge, contudo –prossegue a nota–, «intensificar o trabalho de erradicação da discriminação e do preconceito ainda presentes, aberta ou veladamente, nas estruturas de nossa sociedade e no coração das pessoas».
A CNBB cita a Conferência de Aparecida, para recordar que «‘a história dos afro-americanos tem sido atravessada por uma exclusão social, econômica, política e, sobretudo, racial, onde a identidade étnica é fator de subordinação social’».
«‘Descolonizar as mentes, o conhecimento, recuperar a memória histórica, fortalecer os espaços e relacionamentos inter-culturais são condições para a afirmação da plena cidadania desses povos’», afirma o Documento de Aparecida, no número 96.
Os bispos do Brasil desejam que o Dia da Consciência Negra seja oportunidade para as «autoridades competentes reafirmarem seu compromisso na implementação de políticas afirmativas que tornem realidade a plena participação cidadã da população negra em nossa sociedade».
«Celebrado também na fé, esse dia se torne momento rico de nossa Igreja louvar e bendizer a Deus pela religiosidade que marca nossos irmãos e irmãs afro-brasileiros.»
«O Deus de todas as etnias abençoe nossos irmãos afro-brasileiros», encerra o texto, assinado pelo secretário-geral da CNBB, Dom Dimas Lara Barbosa, e pelo bispo responsável pela Pastoral Afro-Brasileira, Dom Frei João Alves dos Santos.
















