CHANGSHA, quinta-feira, 19 de novembro de 2009 (ZENIT.org).- Acessível na internet em chinês, a carta que o cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado vaticano, enviou aos sacerdotes da China no dia 16 de novembro ganha repercussão no país e tem sido estudada pelo clero local, indica a agência das Missões exteriores em Paris, Eglises d'Asie.
O documento insiste na importância, para a Igreja Católica na China, da reconciliação no seio da comunidade católica e recorda aos sacerdotes que é na Eucaristia onde se encontra a força para cumprir plenamente o ministério sacerdotal.
Na carta, os bispos estão também convidados a garantir que a formação inicial e a formação permanente do clero esteja adaptada às necessidades do momento.
Para o padre Paul Bai Chunlong, jovem sacerdote da diocese “oficial” (vinculada ao controle do governo) de Jilin, o apelo aos bispos a velar com “uma particular atenção” por seus sacerdotes enviados logo após a ordenação é fundamental.
“Às vezes, quando há pouco acompanhamento, os sacerdotes podem encontrar-se ilhados, expostos a tentações fortes e múltiplas”, afirma.
Devido à falta de ordenações sacerdotais durante 30 anos, a Igreja na China apresenta uma peculiaridade. Entre os mais de 3 mil sacerdotes e bispos (clandestinos e oficiais), encontra-se um grupo, em queda, de pessoas muito idosas. Há, por outro lado, um grande grupo de pessoas jovens que começa a predominar (sacerdotes e bispos entre 30 e 50 anos).
Segundo o padre Chen Xiaofeng, professor do seminário de Shijiazhuang, em Hebei, a carta do cardeal Bertone traz um apoio a todas as iniciativas para reforçar a formação espiritual na Igreja.
“Não por que o número de vocações cresce na China que se devem rebaixar os critérios para aceitar os seminaristas”, opina.
“O discernimento das vocações é crucial, sublinha, se não queremos que, no plano espiritual, uma formação inadequada no seminário dê lugar à ordenação de sacerdotes que não atuem segundo as exigências do ministério do qual foram revestidos.”
















