SEUL, quinta-feira, 11 de março de 2010 (ZENIT.org).- Os católicos coreanos compartilham com seus compatriotas a alegria da patinadora Kim Yu-na, católica e estrela dos Jogos Olímpicos de Inverno de Vancouver, informou a “Eglises d'Asie” (EDA), agência de notícias das Missões Exteriores de Paris.
No último dia 23 de fevereiro, no Pacific Coliseum de Vancouver, a jovem Kim Yu-na, de 19 anos, fez o sinal da cruz, após sua breve exibição que mais tarde lhe garantiria a medalha de ouro. A Coreia do Sul viu a consagração de sua primeira campeã de patinação artística e os católicos sul-coreanos se alegraram de ver sua fé apresentada diante de milhões de telespectadores.
Em seu país, onde é uma verdadeira celebridade, Kim Yu-na e seus atos são examinados com “lupa” pelos meios de comunicação. A jovem usa um “anel-terço” em um dos dedos de sua mão, e vários fãs entenderam como um anel de compromisso ou aliança.
Televisões e rádios tiveram de explicar o uso e o significado do “anel-terço”.
Kim Yu-na, que vive e treina no Canadá desde 2007, converteu-se ao catolicismo faz 12 anos e foi batizada na fé católica junto com sua mãe, em maio de 2008. Seu pai e sua irmã mais velha não são praticantes. Desde seu batismo, a jovem campeã usa um anel-terço durante as competições.
Para o secretário da comissão de comunicação social da conferência dos bispos católicos da Coreia, padre Ignatius Kim Min-soo, “o fato de que estrelas tão populares como Kim Yu-na façam o sinal da cruz em público pode, indiretamente, ajudar a Igreja em sua obra de evangelização”.
“Os católicos se sentem reforçados em sua identidade e os não-católicos se sentem incentivados”, afirmou. Entre as muitas mensagens dirigidas à esportista, encontra-se a do cardeal Nicholas Cheong Jin-suk, arcebispo de Seul.
“A Estrela Kim alcançou o coração de todos os coreanos e lhes deu muita felicidade porque superou diversas dificuldades e deu o melhor de si”, disse. O cardeal também parabenizou a outra medalhista católica dos Jogos Olímpicos de Inverno, Lydia Park Seung-hi (duas medalhas de bronze).
E desejou que “muitos jovens encontrem confiança e esperança através das realizações da Estrela Kim”. Na Coreia do Sul, os cristãos representam uma minoria que fica em cerca de 30% da população, dos quais dois terços são protestantes e um terço católicos (ou seja, 5 milhões de fiéis).
















