Por Jesús Colina
CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 12 de março de 2010 (ZENIT.org).- Os bispos da Alemanha buscam, antes de tudo, a verdade e a justiça para as vítimas de abusos dos clérigos, segundo assegurou hoje o arcebispo Robert Zollitsch, presidente da conferência episcopal do país, após ser recebido por Bento XVI.
Ao concluir a esperada audiência, o arcebispo de Freiburg garantiu a colaboração total da Igreja com as autoridades civis e com a justiça do seu país; e anunciou a nomeação de Dom Stephan Ackermann, bispo de Tréveris, como representante especial do episcopado para todos os assuntos relacionados ao abuso sexual.
Em coletiva de imprensa, Dom Zollitsch comentou: “Informei ao Santo Padre sobre as medidas que adotamos. Agradeço-lhe por ter me incentivado a continuar na aplicação deste plano de medidas com tenacidade e valentia”.
“Queremos descobrir a verdade – reafirmou – e chegar a um esclarecimento legal, sem falsas interpretações (...). As vítimas têm este direito.”
Por último, Dom Zollitsch garantiu às autoridades judiciais a total colaboração da Igreja, explicando que o fato de que a Igreja empreenda processos canônicos paralelos contra os sacerdotes não constitui nenhum impedimento para a justiça. Ao contrário, a Igreja exige aos supostos culpados, como primeiro passo, que se autodenunciem às instâncias competentes.
Acusação falsa de uma ministra
De passagem por Roma, o bispo de Ratisbona, Dom Gerhard Ludwig Müller, emitiu um comunicado no qual responde às acusações da ministra da Justiça, Sabine Leutheusser-Schnarreberger, contra a Igreja, a quem acusa de “obstaculizar as sanções penais previstas em casos de abuso sexual”.
“A afirmação da ministra é falsa e difamatória – assegura o prelado. Peço ao Ministério que apresente a prova da sua acusação, segundo a qual a Igreja obstaculizaria as investigações. Se não puder oferecer esta prova, peço-lhe que não manipule sua autoridade com abusos desse tipo.”
















