ZP10090906 - 09-09-2010
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Ao falar de vocação, incluir sempre a laical, afirma presidente da CNBB


INDAIATUBA, quinta-feira, 9 de setembro de 2010 (ZENIT.org) – “Quando falamos de vocação, não podemos reduzir o tema simplesmente às vocações específicas para o Ministério Ordenado e a Vida Consagrada; temos de incluir sempre a vocação laical”, afirma o presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), Dom Geraldo Lyrio Rocha.

Segundo o arcebispo, no batismo “está a raiz de todas as vocações e é por causa do batismo que se fala da dignidade fundamental de todos os membros do povo de Deus”.

Dom Geraldo Lyrio falou à assessoria de imprensa da CNBB ao final do 3º Congresso Vocacional do Brasil, nessa terça-feira, em Itaici (São Paulo), evento que durante cinco reuniu 386 animadores vocacionais do país, sob o tema “Discípulos missionários a serviço de todas as vocações”.

De acordo com o arcebispo, quando se fala em vocação, fala-se de “chamado: chamado de Deus à vida; chamados em Cristo à santidade e chamados também, no dom do Espírito, para o serviço na Igreja e no mundo”.

“Todas as vocações se situam no interior da própria Igreja, seja para o Ministério Ordenado e para a Vida Consagrada nas suas diversas formas – como as congregações, ordens religiosas e os institutos seculares ou dos leigos consagrados –, seja a vocação laical.”

A respeito da vocação laical, o arcebispo comentou: “não são os leigos os colaboradores dos ministros ordenados, é o inverso; somos nós, ministros ordenados, que estamos a serviço do laicato, do povo santo de Deus”.

“Todos participamos, pelo batismo, do sacerdócio de Jesus Cristo, que costumamos dizer o ‘sacerdócio comum dos fiéis’. Para que este povo sacerdotal possa viver o seu sacerdócio é que alguns são chamados por Deus para este serviço do ministério ordenado. Podemos dizer, então, que o sacerdócio ministerial está a serviço do sacerdócio comum dos fiéis”, disse.

Dirigindo-se aos animadores vocacionais, Dom Geraldo Lyrio reconheceu que hoje é “extremamente desafiador” levar adiante o trabalho vocacional.

“Mas o campo está aberto porque estes jovens vivem hoje marcados profundamente pelos meios de comunicação, esta geração que vive na intimidade com a internet tem um coração que também aspira por coisas maiores; tem sede, sobretudo, de Deus”, disse.

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